Mas já?
Estou tremendamente fatigado. O fato de ter que fazer, todos os dias, coisas que não gosto e, de certo modo, tenho repugnância, desgasta e não tem dinheiro que pague.
Além dos processos engessados, contemplo também as mais diversas espécies de profissionais: O empurrador de papéis, o pendate, o escondido, o infeliz, as múmias..
O empurrador de papéis recebe documentos ou requisitos formais e dispara para a equipe competente. Teoricamente ele deveria ler e repassar a informação que obteve junto aos clientes, porém a única frase é: É para fazer o que tem no papel. Se surgir alguma dúvida não tem conversa, literalmente: “Escreva um documento requisitando um reunião para discutir o documento, este que vai gerar outros documentos (os requisitos que serão devidamente homologados através de mais um documento). Se recebermos um requisito falho, o ciclo se repete. Este time, pasmem, é formado pelos antigos secretários(as) e como já tinham muito tempo de casa, para não ser demitidos, foram alocados neste “novo” setor.
O pedante é aquele cara que lê essas revistas que ensinam a usar um framework, acha “bonito” e, sem nenhuma avaliação elaborada, empurra goela a baixo nos pobres desinformados. Este é o melhor caso. O pior é quando as pessoas da alta gerência enfim notam que as coisas não funcionam e pedem a uma consultoria para rever os processos, tecnologia utilizada, etc. Esta que, através de suas parcerias, empurram produtos desnecessários, sustentados, mais uma vez, pela falta de conhecimento das pessoas que assinam o cheque.
O escondido é aquele terceirizado que não faz absolutamente nada, fica caladinho ali na sua “baia” só esperando para ir embora. Eu conheci, digo, achei um recentemente. Ele falou que estava ganhando o dele sem fazer nada, “e isto é ótimo, não quero mais nada da minha vida”.
Ninguém quer mudar nada, ninguém quer assumir o “risco” da mudança
- “É melhor continuar como está, não dá problema”
Ninguém quer resolver nada, pois o salário está garantido.
Ninguém quer trabalhar “mais”, “eu não sou benevolente”
Ah, o infeliz sou eu, claro.